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OAB ARRECADOU ALIMENTOS PARA O GAMA

 

Entrevista: Luana Borba

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Publicado em: 10/03/2014 - 09:29 | Atualizado em: 10/03/2014 - 09:38

 
Marlene Schenatto acompanha o Dia de Princesa para pacientes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para homenagear, no mês da mulher, algumas mulheres que fazem diferença em suas comunidades,o JdeBconversou com duas pato-branquenses que têm aberto mão de seu tempo livre para se dedicar ao próximo, desempenhando atividades voluntárias, seja cuidando de doentes ou ajudando pessoas menos favorecidas.

Entidades sociais no município que precisam desta ajuda não faltam. São casas de apoio, o lar de idosos, clínicas de reabilitação, centros comunitários e clubes de serviços que têm no voluntariado sua principal mão de obra.

 Ivana Andreola: do Lar de Idosos ao albergue

A empresária Ivana Regina Andreola descobriu sua vocação para o voluntariado há seis anos, após a morte de seu pai. Ela relembra que foi através do convite de uma amiga chamada Eliane. Elas se conheceram durante a Feijoada do Lar dos Idosos, que é realizada uma vez ao mês com o intuito de arrecadar fundos para a entidade. Desde então, Ivana é voluntária no local e conheceu o Albergue Bom Samaritano, do qual faz parte da diretoria há aproximadamente um ano.

“Aquele primeiro dia foi muito legal. Achei que ia ficar triste por estar perto daqueles velhinhos, muitos deles abandonados pela própria família, eu que havia acabado de perder o meu pai depois de termos batalhado tanto com ele. Naquele dia, o que eu recebi dos demais voluntários e o carinho dos velhinhos me proporcionou uma sensação que eu não imaginava. Quando cheguei em casa, liguei para a minha mãe e contei a experiência, e disse “eu não vou mais abandonar”. Perdi minha mãe há quatro meses, mas posso afirmar que era o orgulho dela eu trabalhar como voluntária no Lar dos Idosos”, conta.

Ivana, que é sócia de seu irmão em uma transportadora, diz que precisou abrir espaço na própria agenda para poder realizar o trabalho voluntário e desde então a empresa não funciona no terceiro sábado do mês, dia em que é realizada a feijoada. “Às vezes as pessoas perguntam como é que você consegue tempo? E eu digo: a gente dá um jeito. Porque é gostoso ajudar. Porque se você tem meia hora sobrando no dia, dá para fazer um trabalho voluntário, nem que seja para dar uma palavra de conforto.”

Há aproximadamente um ano, Ivana assumiu um compromisso ainda maior com o voluntariado, ela passou a responder pelo cargo de secretária administrativa do Albergue Bom Samaritano. “É um trabalho diferente, no qual nos envolvemos mais. Porque precisamos cuidar de toda a parte burocrática para conseguir verbas”, explica. Somente em 2013 o albergue abrigou 485 pessoas.

Sobre os trabalhos voluntários que faz, ela comenta: “É cansativo? É, porque temos que conciliar trabalho, casa e o voluntariado, mas não tem o que pague isso. Como no Lar dos Idosos, só o fato de receber um sorriso de volta já é uma retribuição. E se você faz com amor e faz porque gosta, você arruma tempo. A gente não faz para merecer elogios. O fato de você estar fazendo o bem dá uma satisfação pessoal que não tem como explicar. Fazer o bem não dói. As pessoas podiam fazer isto ao invés de ficar em casa sem fazer nada. Tem muitas coisas que as pessoas podem fazer. Tem muita gente que precisa de ajuda”, destaca.

 Marlene Schenatto: uma palavra de apoio

Foi após lutar contra um câncer de mama em 1990 que Marlene Schenatto descobriu a importância de uma palavra amiga em um momento difícil. “Depois que a gente passa por uma situação destas é que a gente pensa como é difícil e como nós precisamos de várias coisas. Em fevereiro fez 24 anos do meu diagnóstico. Na época eu não sabia para quem pedir ajuda, eu fiz só a biópsia aqui em Pato Branco, porque nós não tínhamos nem médicos especialistas em câncer, então tive que fazer tudo em Curitiba”, conta Marlene.

Durante o tratamento, Marlene teve contato com toda a dificuldade pela qual os pacientes de câncer passavam, das viagens a Curitiba à necessidade de uma casa de apoio para abrigar pacientes que estão em tratamento fora de suas cidades. Há aproximadamente 17 anos ela uniu-se a um grupo de pato-branquenses e passou a lutar pela criação do Hospital do Câncer. O trabalho voluntário entrou em sua vida naquela época.

Junto com o Grupo de Apoio à Mama, do qual faz parte desde a criação, Marlene passou a acalentar o sonho de construir uma Casa de Apoio digna para abrigar os pacientes que vinham ao município em tratamento. O sonho foi concretizado e a Casa de Apoio do Gama está em funcionamento há quase dois anos.

Marlene diz que sua fé ajudou em sua cura, mas destaca a importância das pessoas que estiveram ao seu lado durante o tratamento. “Tive amigas que estavam passando ou que já tinham passado pelo câncer com quem eu conversava, foram elas que me indicaram médicos. E depois que eu fui curada e passei por tudo isto é que percebi que as pessoas me ajudaram de uma forma ou de outra, então decidi passar isso para frente”, declara Marlene, que hoje atua como conciliadora voluntária do Gama. 

O trabalho desempenhado por Marlene tem como objetivo levar esperança para pacientes de câncer. “Quando eu sei que alguém recebeu diagnóstico de câncer, eu vou atrás da pessoa para conversar. Para passar um pouco da minha experiência, porque eu acho que quem passou pela doença leva um testemunho de vida, esperança, perseverança e fé. Eu não falo o que eu li em um livro, e por isso as pessoas se identificam.”

“Quando vejo que a pessoa superou a doença, me sinto feliz por ter conseguido passar esta motivação e a esperança. Quando eles se tornam voluntários, então, é gratificante, porque vemos que o trabalho que desenvolvemos fez diferença na vida e no tratamento daquela pessoa”, conclui Marlene.

 

 

 

 

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