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Casa de Apoio aos portadores de câncer completa um ano de atividades em Pato Branco

As ações internas já estão acontecendo muito antes da data comemorativa, mas é no sábado (30) que voluntários, pacientes e a comunidade sudoestina

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 comemoram um ano de funcionamento da Casa de Apoio aos portadores de câncer instalada em Pato Branco. 

Simbolizando a luta diária e as conquistas tanto pessoais de pacientes, bem como coletivas como resultados de campanhas realizadas, que durante a semana passada voluntários, profissionais de saúde e pacientes em ato simbólico abraçaram a casa que tem capacidade de atendimento de 44 pessoas.

Segundo a gerente-administrativa e voluntária do Grupo de Apoio a mama (Gama), Adriana Klein durante o primeiro ano, foram atendidas 489 pessoas (pacientes e acompanhantes). Conforme Adriana no mês de fevereiro foi registrada o maior número de pacientes ocupando o espaço. “Nesse um ano, o mês passado foi quando tivemos o registro de maior número de pessoas utilizando da casa. Foi quando atingimos 62 pacientes e acompanhantes”, disse a gerente destacando que muito do serviço operacional da casa passou por transformações para melhor atender os pacientes. “Nenhum dia aqui na casa foi igual ao outro, temos regras de convivência, mas acima de tudo, buscamos respeitar a individualidade do paciente, e suas necessidades”, pontuou.

De acordo com Adriana, a arrecadação seja ela obtida pelo serviço de telemarketing criado em abril de 2012, doações por meio de campanhas e promoções, ou até mesmo de outra natureza são o que mantém a estrutura e o quadro funcional. “Não recebemos repasse financeiro de nenhum município da região”, explicou a gestora lembrando que a casa gira entorno de doações e que atende os 15 municípios da área de abrangência da 7ª Regional de Saúde e os oito do oeste de Santa Catarina.

Arrecadação e recursos
Analisando a arrecadação obtida em 2012, Adriana declarou. “Até esse momento o funcionamento está muito saudável. O que temos de receita está bastante equilibrado com as nossas despesas, o que temos bem certo é que nossa arrecadação indiferente a forma que ela chega não pode baixar”, afirmou ela demonstrando preocupação com fatos que aconteceram com outras casas. “Existem muitas entidades que chega um momento que a despesa fica maior que a receita, e isso é preocupante até mesmo para o suporte de tratamento”, alertou.

Uma das práticas utilizadas pela casa é o de não cobrar dos pacientes. “Não cobramos nada dos pacientes, mas sempre tem o que traz alguma coisa de casa para contribuir, essas doações vão desde alimentação até mesmo dinheiro na caixa da doação que temos na recepção”, relatou Adriana enfatizando que o serviço de telemarketing é a maior fonte contínua de arrecadação.

Estrutura e apoio

Com o prédio concedido pelo município de Pato Branco em regime de comodato por 10 anos, a entidade pode ao longo desse período realizar ações estruturais, e duas já estão sendo estudadas. “Temos dois projetos de ampliação, o primeiro é a lavanderia hospitalar, e o segundo é a área de dormitórios, mas esse somente iremos começar a providenciar depois que tivermos a capacidade total da casa tomada, já a lavanderia é um projeto para logo”, revelou a gestora.

Segundo ela uma rede do bem acabou se formando tanto para atendimento dos pacientes e até mesmo das voluntárias. Nesse grupo estão estagiários de fisioterapia, de psicologia, profissionais de ambas as áreas e mais, enfermeiros, voluntários de outras entidades que passam horas com os pacientes e realizam ações variadas na casa.

Suporte
Se constantemente os pacientes variam na casa, o que importa é o sentimento de estar bem acolhido e é esse o relato dos acompanhantes e pacientes atendidos.Rozina Assunta Mussatto acompanha o esposo David Mussatto em seu tratamento contra o câncer. “Somos muito bem atendidos, não tem o que falte. Ficamos muito a vontade quanto o que fazer e recebemos um carinho que é muito importante”, disse dona Rozina relatando a dificuldade de deslocamento. “É muito melhor ficarmos aqui na casa do que todo o dia de tratamento sairmos de Coronel Vivida para vir, o trajeto da estrada é muito cansativo para ele”. Moradora de Palmas Roseli dos Santos é sempre acompanhada pelo esposo José Vaz durante seu tratamento.  “O médico me disse que eu não tenho condições de ficar na estrada todos os dias, e meu tratamento fica todo aqui. Eu venho na segunda-feira e volto na sexta-feira para Palmas, é muito bom para mim”, afirmou Roseli ouvindo do esposo. “Tenho que cuidar dela, ela é minha esposa que quero muito bem. Já aprendi até mesmo cuidar e trocar o curativo para ajudar”.

 

 Matéria veiculada no Diário do Sudoeste

Texto - Marcilei Rossi dia 30/03/2013

 

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